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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Capitulo 36 - Fala comigo...


A manhã chega de mansinho com os corredores já bem movimentados. Após uma passagem rápida até a cantina, Carla vem andando dentre aqueles de jaleco branco e pranchetas em mãos. Seus dedos já estavam latejando por tanto discar o numero de Tomás em vão. – Olha, não sei por que esse menino tem telefone... Droga! – Colocando uma parte do cabelo pra de trás da orelha, Carla logo se vê em frente ao quarto com as mãos sobre a maçaneta. Ao abrir a porta ela vem entrando estranhando a presença de toda equipe medica ali. – Tá tudo bem?
- Bom dia. São só os psicólogos do hospital fazendo algumas perguntas pra iniciar o tratamento. – Se afastando um pouco da roda um deles se aproxima. – Mais por enquanto é só mais tarde voltamos. – Ela consente balançando a cabeça num gesto tímido. A sós novamente com a amiga, Carla se aproxima segurando sua mão esquerda. – Como passou a noite?
 - Preocupada... – Alice alisa despercebida o lençol sobre suas pernas.
- Tá com fome?
- Não... Quero saber deles...
- Eles vão ficar bem, vamos tentar manter a calma?
- Tá cansada?
- Não.
- Não gosto de ouvir esses homens duvidando de mim... – Elas ficam em silencio por alguns instantes, mais logo, Carla o quebra decidida. –... Amiga, você já pensou na possibilidade de não estar gravida? De ser apenas.. – Ela tenta ser delicada, chegando de mansinho com o assunto.
- Até você não acredita? Valeu em Carla, obrigada mesmo! – Ela cruza os braços indignada.
- Alice escuta oque eles dizem, afinal são profissionais!
- Por acaso você também é?
- Não, profissional eu não sou.. Mais amiga que ‘você’ – Ela aponta na direção dela. -... Pode contar pra tudo, sou sim!
- Então... – Alice respira fundo mudando de assunto, fingindo não ter escutado absolutamente nada. – Quer me ajudar a escolher os nomes? Quem sabe não são gêmeos em?
- Amiga para, por favor... Eu sei que você tá começando a entender tudo então para de se enganar... – Carla continua sem dar espaço pra Alice começar. – Pelo Pedro, para... Vai insistir nessa história até o final dos tempos? ... Tão jovem tão linda... – Ela acaricia seu rosto. –... Eu sei que no fundo você desabaria se isso tudo fosse realmente verdade... Essa não é você... Volta pra terra volta pra vida pra realidade que te espera... Namorado que tanto te ama, amigos, família, banda... Sai desse mundo Alice... Sai.. – Com os olhos cheios d’gua, Alice a encara com os olhos apertados. O nervosismo era a palavra chave do seu semblante.
– Me esquece! – Carla se assusta com a reação da amiga. – Some Carla! Some! Me deixa sozinha agora, anda! – Ela aponta furiosa na direção da porta.
- Como é que é? Eu não vou sair daqui, não vou te deixar so..
- SAI AGORA! – Alice grita chamando a atenção de alguns enfermeiros que passavam em frente ao quarto. Eles entram andando rapidamente até a maca. - Que escândalo é esse? Oque está acontecendo aqui? Ela está completamente fora de controle! – Deitando Alice novamente eles tentam acalma-la.
- Eu... Eu.. – Nervosa Carla nem sabia por onde começar. – Agente tava conversando, os médicos me pediram pra que eu fizesse isso mais ela.. Ela..
- Tira essa menina daqui agora! – Alice continuava irredutível.
- Acho melhor você ir dar uma volta, à noite, mais tarde você volta quem sabe ela esteja mais tranquila. – O enfermeiro tenta convence-la.
- Tá, tá ok.. Então eu.. Volto mais tarde... – Carla arrisca alguns passos até Alice que é curta e grossa. – NÃO ME TOCA! SOME! – Os olhos dela se encheram de lagrimas no mesmo instante, seu corpo não obedecia a sua razão que a mandava pra fora dali após cada fala fria de Alice, sua emoção falava mais alto, além de estar sentindo como se suas pernas tivessem literalmente coladas no chão.
- Vem eu levo você até a recepção.. - Tocando seu ombro, a enfermeira a leva pra fora dali. Em meio a seus passos, Carla não consegue acreditar que sua amiga Alice Albuquerque era realmente a pessoa que deixou pra trás há alguns instantes. - Ela não é assim!

Nesse meio tempo, do outro lado da cidade o desespero toma conta de Diego ao vê-la não responder seu chamado. - Pelo amor de Deus fala comigo.. – Olhando pro chão aflito ele procura sua blusa, que há essa altura não estava pingando como antes, agora ao menos um pouco umedecida quem sabe.
– Vem cá.. – Diego a veste e a coloca nos braços instantes depois, buscando a saída o mais rápido possível.
Despertando no banco aparentemente desconfortável pra se passar uma noite, Pedro estica os braços tranquilo até então, como se tudo que estivesse passando não passasse de um mero sonho, ou melhor, dizendo de um tremendo pesadelo. Não demora muito, aos poucos ele se da conta do mundo em que vive e da tempestade que estão vivendo. – Meu Deus já é de manhã TOMÁS! – Ele salta do banco gritando eufórico, batendo de leve a cabeça no ‘teto’ do carro.
- NÃO! Nã, não me machuque! Piratas NÃO! – Tomás acorda aos prantos no meio do sonho conturbado.
- Tu fico doido? Piratas? – Ele encara o amigo que esfrega os olhos atordoado. Henrique já olhava os dois de olhos arregalados.
- Eles levaram o seu Henrique Pedro! Eu sabia eles querem dominar o mundo! O mundo!
- O seu Henrique tá do seu lado panaca! – Pedro dá um peteleco na cabeça do amigo que se vira contente. – Ufa! – Ele respira aliviado. - Achei que eles tivessem te levado! Se bem que se tivessem levado também..
- Tomás!
- Que é meu filho? Só to falando..
- Bora sair do carro, agora podemos ir atrás do homem aranha! – Pedro se ajeita tendo a certeza que Tomás faz o mesmo, mais ele o surpreende mais uma vez com sua rapidez.
- Tá maluco? Eu sair do carro cheio de piratas a solta, quem sabe até ninjas ou fantasmas nessa floresta mal assombrada.. Nem arrastado! – Pedro se vira incrédulo. – Tu tá louco? Agente não veio pra brincar não Tomás! Tudo que estamos passando é sério.. Vamos cooperar né meu filho.. Pu favô, pu favô!
- Tá, tá, eu até vou mais depois que você for atacado não diz que eu não avisei!
- Daqui a pouco você vai ser atacado e eu sei muito bem por quem! – Pedro mostra que sua paciência já foi pros ares.
- Nossa que medo! – Pedro finge nem escutar indo até o vidro onde Henrique se encontra.
- Se o senhor puder vai dando uma olhadinha no carro assim quando chegarmos podemos seguir tranquilos..
- Pode deixar, boa sorte!
- Não precisamos da..
- Ei, ei! Que isso Tomás? Da pra para de pegar no pé dele? Ele é gente boa..
- Gente boa.. Gente boa.. Não fui com a cara dele!
- Duvido muito que ele tenha ido com a sua, cara chato que nem você..
- Me ama que eu sei.. – Eles caminham por entre as arvores. A cada passo dado o barulho de folhas secas no chão era feito. Pedro divide seus pensamentos com Tomás que segue irritado falando sozinho com os inofensivos galhos que hora ou outra sem ele menos esperar batiam bem no meio da sua cara.
- Sei lá to pensando em te deixar aqui... Passando umas férias com seus amigos piratas, fantasmas..
- Para de falar nisso! Podem atrair eles pra cá!
- Ah Tomás não torra pelo amor! – Pedro olha de lado.
- SOCORRO! – No mesmo instante eles param se encarando. – Ouviu isso?
- Claro que eu ouvi Pedro, ainda não só surdo! Será que é ele?
- Só pode ser! – Eles correm também gritando.
- DIEGO! DIEGO! – Tomás corria olhando tudo atentamente.
- É VOCÊ CARA? – Pedro começava acreditar que aquilo tudo estava perto de ter um fim.
- AQUI! – Ele implorava por ajuda vendo Roberta desacordada em seu colo envolvida por um abraço forte.
- A Roberta tá com ele Pedro! – Eles avistam Diego correndo na mesma direção alguns passos a frente.
- Oque aconteceu com ela? Vocês estão bem? – Pedro se aproxima preocupado olhando o rosto da amiga.
- Tá queimando em febre.. – Diego firma seu rosto em seu peito beijando seu testa. – Vamos tirar ela daqui pelo amor de Deus..
- Ela tá pálida Diego, parece fraca.. – Tomás também se aproxima segurando uma de suas mãos congelante. – E fria..
- Vamos, vamos sair daqui..
- Vocês marcaram o caminho de volta? Por que na verdade nem sei como eu consegui..
- Não cara babo!
- Babo nada por que eu fiz igual João e Maria!
- Nossa que engraçado! – Pedro sorri irônico logo o olhando com uma expressão seria no rosto. - Já chega!
- Chega vocês de não me levar a sério! – Ele vai seguindo sua trilha olhando de repente pra trás. – E vocês vão ficar ai me admirando ou vão vir logo de uma vez?

Continua...

3 comentários:

luane caroline disse...

Ahahha quer me matar do coração to morrendo de curiosidade posta o resto pfpfpffpfpfp =)

G.S MISSÃO I.M.A.G.I.N.A.Ç.Ã.O disse...

mais tarde postamos o 37! beijão lu

luane caroline disse...

Huru beijão pra vc tbm me segue no twitter @FCnovelarebeld1 sigo de volta!

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Bem vindos a Web Novela Roberta e Diego. Viaje junto com agente na historia desse grande amor. Escrita por Gabriela Medeiros & Stefane Barcelos.