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sábado, 14 de julho de 2012

Capitulo 37 - Uma doação de sangue.



Na vida, em alguns momentos falamos coisas sem pensar... A cabeça já está fervendo com os pensamentos ruins que a rodeiam, as melhores pessoas de nossas vidas torna-se a pior delas no instante em que só quer ajudar, te fazer se sentir bem. O nervosismo a flor da pele faz isso com as pessoas, a ignorância fala mais alto, nos estamos certos acima de tudo, o sangue esquenta, nos deixando loucos de ódio da realidade que sai da boca dos outros. Não demora muito e tudo aquilo passa, a poeira abaixa, e ficamos sozinhos com o nossa consciência que como um filme ou talvez até como um simples flash back vamos percebendo o quão duro fomos, que aquilo tudo não precisava ter acontecido. Só que infelizmente ainda não construíram uma potente maquina do tempo, podendo assim voltar pra concertar nossos erros cometidos. Ela se sentia exatamente assim, todas aquelas palavras não precisavam ter saído de sua boca, afinal Carla só falou a verdade, estava sendo sincera em só querer vê-la bem.
- Como eu pude chegar a esse ponto... Eu enlouqueci? – Se perguntava repetidas vezes. – Tudo isso foi por medo? Criei uma fantasia na minha cabeça por medo?
 Afinal o medo... Que sentimento maluco é esse?! Medo dos fatos da vida, medo de filmes de terror, medo disso, medo daquilo... Uns se fingem fortes na frente dos outros, outros mais sensíveis demostrando com convicção.. Um dos piores sentimentos a serem sentidos, trazendo junto à insegurança.
Depois de muito pensar, Alice aperta a campainha recostando sua cabeça sobre vários travesseiros que apoiavam suas costas. Seu chamado logo é respondido e a enfermeira simpática abre devagar uma fresta da porta. – Oque aconteceu? Está precisando de alguma coisa?
- Tem como chamar a minha acompanhante de volta? É que ela..
- Ela foi pra casa, disse que mais tarde volta..
- Pra casa? – Alice repete surpresa se dando conta que a amiga fez o que ela queria há algum tempo atrás. – Quando ela chegar diz pra entrar direto, preciso falar com ela...
- Tudo bem farei isso.. E você qualquer coisa é chamar.. Com licença.. – Ela se retira deixando Alice perdida em meio a seus pensamentos.

- Falei que ia dar certo! – Tomás comemora a ideia brilhante. Diego vem com Roberta nos braços aflito.
- O carro continua do mesmo jeito... – Henrique fecha o cabo quando Pedro vem se aproximando.  – Ajeitando Roberta no banco de trás, Diego sai indignado. – Sai da minha frente! – Ele atropela tudo e todos. – ELE VAI FUNCIONAR POR BEM OU POR MAL! – Diego dá um forte soco no cabo.
- Perai! – Com uma das mãos firmando o volante, Tomás vira chave ainda duvidando. - Oque? Um soco? Era só fazer isso? – Tomás continua de boca aberta.
- Oque o amor não faz! Vamos logo!

O soro já tinha sido aplicado, ela adormecia com a expressão serena no rosto recebendo os carinhos de Diego que não saia do seu lado. – Minha menina que gosta de dormir.. – Ele sorria beijando sua testa.
- Diego Maldonado? – Alguém bate na porta.
- Oi... – Diego desvia rapidamente seu olhar encarando o enfermeiro, ainda com uma das mãos percorrendo os cabelos dourados dela.
- É sobre o paciente Leandro, você disse que se responsabilizaria pelas despesas...
- Sim, como ele está?
- Bom também foi por isso que eu vim até aqui...
- O que aconteceu com ele?
- A vida dele depende de uma doação de sangue... O mais rápido possível...
- Mais e o banco de sangue do hospital?
- O organismo dele é raro, tentamos de tudo mais ele rejeita todas as nossas tentativas...
- Como assim? – Diego segue confuso.
- Ele precisa que o seu doador tenha quase um mesmo organismo que o seu... A chance de um estranho conseguir ser compatível é de 5%... Já um integrante da família as chances aumentariam muito..
- Ótimo, eu vou tentar doar meu sangue pra ele... Eu sei que ele não é nada meu mais não custa tentar...
- Você tem certeza?
- Sim eu tenho é o mínimo que eu posso fazer por ele que me ajudou tanto...
- Nossa eu confesso que estou surpreso, muito nobre da sua parte... – Diego o olha tímido deslizando com uma das mãos o rosto de Roberta. - Pode me acompanhar então, como disse ele precisa disso o mais rápido possível...
- Claro... Me dá só mais uns minutos vou chamar meu amigo pra fazer companhia pra ela...
– Tudo bem te esperamos no laboratório que fica nesse mesmo corredor à esquerda...

Após mandar o sms, Diego espera Tomás debruçado na janela. Ele admirava a vista que o 20° andar proporcionava a seus olhos, sentindo um alivio enorme ao olhar pro lado e vê-la ali, sã e salva. Parte disso foi conquistada com a ajuda dele, Leandro... Aquele senhor dos cabelos grisalhos que tanto tinha se identificado, mesmo com os poucos minutos convividos. O agradecimento agora não ia ser da forma que ele pensava, como talvez um ‘’muito obrigado!’’... Mais sim da mesma forma como ele fez consigo, que mesmo sem saber ao menos quem era arriscou sua vida para salva-lo.
- E ai cara... – Tomás entra devagar ao ver silencio reinando ali. – Como que ela tá?
- A febre baixo, esse soro tá alimentando ela... Repondo suas energias... – Diego se volta pra ela ajeitando a manta que a cobria.
- É ela tava bem fraquinha... Também quem manda se comilona, acabou se acostumando mal...
- Enquanto você tiver falando suas piadinhas eu finjo que nem escuto... – Diego alisa a pequena mão de Roberta. – Mais vem cá e a Alice soube noticias dela?
- O Pedro se mandou pra lá... Parasse que uma das enfermeiras ligou pra ele dizendo que ela e a Carla brigaram...
- Brigaram mais por quê?
- Por que a Carla tentou conversar com ela sobre o lance da gravidez e...
- Oi? Perai, perai... A Alice tá gravida? – Diego se surpreende.
- É digamos que sim só que é de mentirinha, sabe?
- A onde já se viu uma pessoa ficar gravida de mentira Tomás! Ou tá ou não tá!
- O lance é o seguinte a Alice tá gravida psicologicamente...
- Caraca... O Pedro já sabe disso?
- Já soube ontem de manhã...
- Você já avisou a Carla?
- Avisou o que? – Tomás se espreguiça deitado na poltrona.
- Que a terceira guerra mundial começou!
- Sério?! – Ele se levanta esbarrando na mesinha ao lado, deixando um copo cair no chão.
– Isso acorda ela panaca! É um desastrado mesmo! – Diego observa os milhares de cacos esmigalhados pelo quarto.
- Mais como que começou? – Ele o encara perplexo com a ‘burrice’ do amigo. – É mentira Tomás!
- Ah... É mentira? – Ele logo se acalma sentando na beirada da poltrona.
- Claro que é!.. To querendo dizer se você já disse pra Carla que a Roberta tá bem... Cê ligou ou não ligou?
- É... Eu... Não li... – Tomás sussurra o resto da frase baixinho, como um cochicho.
- Você o que? – Diego cruza os braços.
- Não liguei, não liguei, não liguei! Satisfeito?!
- Ah você não ligou? Então você vai ligar agora! – Vindo com um pequeno aparelho nas mãos, Diego logo joga em cima do amigo. – Você pode até não ser mais o namorado dela, mais ela continua fazendo parte de sua vida! Deixa de ser marrento e infantil chega dessa birrinha com ela!
- Aonde você vai?
- Vou resolver umas coisas, se ela acordar chama a enfermeira... – Depois do leve beijo na namorada que dormia tranquila, Diego sai deixando Tomás pensativo.

- O meu amor que bom te ver...

continua...

4 comentários:

luane caroline disse...

AHAHHAH EU VOU TER UM TRECO POSTA LOGO KKKKK

luane caroline disse...

JÁ QUE É SABADO PQ NÃO POSTA O 38 TBM PFPFPFPFPFP

luane caroline disse...

AMEI O CAP 37 POSTA O 38 POR FAVOR <3

G.S MISSÃO I.M.A.G.I.N.A.Ç.Ã.O disse...

Que bom que gostou lindona, ficamos felizes... Vamos postar o 38 hoje Lu, Beeeeeeijo

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Florianópolis, Santa Catarina, Brazil
Bem vindos a Web Novela Roberta e Diego. Viaje junto com agente na historia desse grande amor. Escrita por Gabriela Medeiros & Stefane Barcelos.