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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Capitulo 56 - Você acredita em anjos?

...Uma historia, uma vida... Infelizmente não consiste somente em felicidade... Quem dera fosse assim... Todo mundo feliz o tempo inteiro... Sem nem um ‘pingo’ de decepção.. Sem promessas quebradas ou pedidos desfeitos... Existem momentos bons e ruins. .. E cada um tem dele o que merece e vivencia dele sua experiência. .. Mais ai.. Quem nunca parou pra pensar.. E se tudo fosse igual? E se todo dia não fosse diferente? .. Como talvez.. Uma vida inteira sem chuva, só o sol brilhando o dia todo... A mesma coisa todo santo dia, nada diferente, tudo igual simplesmente. ..
-.. Roberta?!.. – O olhar mantinha-se distante voltando à atenção somente a ela.
- DIEGO! MEU DEUS! ..EU.. EU... – A voz permanecia cada vez mais desesperada.
- CALMA! MANTEM A CALMA! – Ele arrumava rapidamente o irmão sobre o carrinho.
- Me desculpa.. Eu.. Olha pra mim... – Nervosa, ela choramingava aflita buscando o pequeno rosto do menino.
O caminho em direção a eles se tornou minúsculo se comparado a seus ligeiros ‘passos’. Diante dos seus chamados, Diego parecia logo saber o que havia acontecido. .. Sua corrida chegava à reta final, podendo virar assim o próximo corredor à direita. Quando menos esperou.. A cena lhe coube aos olhos. .. O leite pastoso escorria pela cômoda com a mamadeira ‘debruçada’ perante a cesta.
- Corre! Pega ele!  – Roberta tremia com Danilo regurgitando em seu peito. – Ele se afogou de repente! Diz pra mim que ele vai voltar ao normal! – Ele acudia o irmão no mesmo instante. – Pelo amor de Deus... – Ela sussurrava ao vê-lo nos braços dele, revirar os olhos.
- Pega a maleta de primeiros socorros! – Ele desviou seus olhos a ela por poucos segundos. -.. Eu acho que sei oque fazer.. – Segurando a própria emoção, Diego realizava os primeiros possíveis procedimentos.
- Tá... – De mãos na cabeça, ela olhava ao redor. –.. Eu.. Eu pego! – Sem nem ao menos saber por onde começar a procura, algo lhe dava forças pra voar até lá.
- Me ajuda... Meu Deus me ajuda.. – Enquanto o pequeno ‘ser’ em frente demostrava seus sinais de piora, ele repetia fortemente seu desejo.
- Não fica bravo comigo.. Eu juro que tentei mais.. Não levo jeito pra isso.. Não levo jeito pra nada! – Ela jogava tudo ao alto em meio à procura tão necessária. – Aparece pra mim! Por favor! – A cozinha ajeitada instantes antes, parecia ‘’destruída’’. – Achei! – Ao ter suas mãos firmes sobre o corrimão, seu coração logo se divide ao ouvir o aviso pelo forte choro de Bruno. Os degraus da escada mostravam-se indestrutíveis a cada firme subida.
Quando imaginar um dom.. Adentrando seu corpo inesperadamente? .. Ou talvez até uma 'aula' que você nunca fez na vida... Pudesse inexplicavelmente te guiar com ensinamentos tão complexos, daquela maneira? .. Era como se... Alguém ao lado visse com seus próprios olhos o momento de aflição e dissesse o que fazer, na hora certa.
Observando o menino sobre o colo dele, Roberta agachava-se também a beirada da 'cama'. - Eu não soube como fazer parar... – A massagem cardíaca do irmão, o fazia aos poucos, voltar ‘a vida’.
Pena que a imagem ao fundo não podia ser vista ou muito menos ouvida... A mais bela e já amada protetora, estendia as pequenas mãos no colo de quem tanto os acompanhava.
- Graças a Deus... – O choro enfim libertado é unido então a um abraço.
-.. Alguém por aqui... Gosta mesmo da gente. – Ainda um nos braços do outro, eles concentravam-se no olhar do menino. -.. E você, – Ele já olhava sua face chorosa. - é capaz de qualquer coisa... Sempre. – Próximo ao ouvido dela, ele a acalmava com seu mais doce e demorado, beijo. – Tenta entender.. Que não, você não teve culpa de nada meu amor.. – A prova em meio aos dois, mostrava-se melhor que eles, esboçando tão logo seu sorriso.
- Não me deixa sozinha... Por favor.. – A voz parecia falha grudada ao peito dele. – Acho que eu, nunca vou poder ser uma.. – ‘’Voltei!’’. – Lá em baixo, o som da porta anunciava a chegada dela. – ‘’Demorei muito?’’.
– O Bruno! – Eles dizem em coro.
- Ele... Ele dormiu!.. – Diego a encarava surpreso com Danilo levemente ressonando em seus braços, como um ‘anjo’.
- Olha quem eu encontrei contando carneirinhos lá em baixo!.. – Silvia trazia o filho satisfeita pelo quarto. – Eles te deram muito trabalho? – De olhos arregalados os dois a olhavam recostada ao berço. – Em? – Boquiaberta ela respondia com os flashs de Bruno ainda desesperado na sala.
- Não que isso... Foi.. Foi uma.. Bela experiência. – Diego respirava fundo a abraçando por trás.
- Nossa, nem sei como agrade...
- Você pode-me dizer onde estaria a Maria nesse momento? – Indignado consigo mesmo, ele a encarava serio.  
- Diego.. Assim que seu Pai voltar ele..
- Então eu prefiro ficar sem saber de nada... Se for ele que tiver de me contar.. – Ao lembrar o Pai, seu tom de voz não encontrava limites.
- Diego, os meninos.. – Ela apontava o berço o puxando pela camisa. - Tenta se controlar, por favor?!
- Me controlar?! Oque é que ele não deve ter feito dessa vez, em?! .. A casa tá completamente vazia!
- Na verdade nem eu sei ao certo oque houve de errado pra essa tão rápida viagem... – Silvia dizia a verdade, os problemas a serem enfrentados não pareciam fáceis a ela.
- Ok... – Ele respirava fundo novamente. –.. A tarefa dela foi realizada... E eu não estou nem um pouco afim de descobrir o buraco em que ele se enfiou mais uma vez... Vou resolver a minha vida. – Nada mais o deixava tão assustado quanto aquelas situações, fora do normal. O silencio por poucos segundos, toma conta.
-.. Pretendemos passar em casa ainda hoje.. Então..
- Casa?
- Sim, casa. Nossa casa!.. – Eles entrelaçavam suas mãos. – Não me diga que eu vou ter de explicar pra..
- Ah mais é claro meu querido! – Ela aproximava-se. – Como podia ter me esquecido.. – Antes de mais uma guerra declarada, ela muda repentinamente de assunto. –.. Desculpe em talvez estiver empatando os planos de vocês é que..
- Que isso Silvia.. – Seu nervosismo podia ainda ser sentido.
- Meus irmãos nunca me deram trabalho algum.. Não foi isso que eu quis dizer.. Só que apenas, já passou da hora de irmos embora.. – Próxima ao berço, Roberta os olhava sobre o mobile, como se quisesse acreditar que tudo não passou de um mero pesadelo.
- Temos de falar com o meu a.. – O gesto rápido dela, o faz perceber seu quase falar não permitido. – Meu amigo. – Diego era frio sem nem perceber o quanto.  
 - Ok. – Ela estranha tão logo seu comportamento. – Só tenho a agradecer vocês dois.
- Quando precisar de alguém pra ficar com eles.. Liga pra mim. – Diante das perguntas formadas em meio a seus pensamentos, o difícil naquele instante era enfim, possivelmente compreendê-las.
- Tchau. – Foi à única palavra que pode ser pronunciada por ela ao ser rapidamente puxada por ele.
- Tch.. – Sem mais ninguém em frente, a vez de Silvia veio logo a ser interrompida.


- Faz uma hora que agente tá conversando e você sempre volta, - De mãos na cintura, Carla passeava pela sala de ‘salivas gastas’. – sempre Tomás! .. Pro mesmo ponto o qual começamos! Chega! Cansei! Deixa de ser..
- Criança?!.. Mais uma vez, vamos brigar pelo mesmo motivo? – Eles se encaravam ‘exaustos’. – É isso?
- E se for? Vamos terminar de novo? – Ele sorri irônico.
- Você realmente não entendeu absolutamente nada, não é mesmo? – Tomás ‘esfregava’ o nariz em meio às palavras.
- Não!.. Não entendi!.. – Ela movimentava bruscamente os braços. – Você me faz passar a maior de todas as vergonhas e eu simplesmente não te entendi! .. - Ela olhava ao redor indignada. - Claro é sempre assim.. Seus raciocínios são sempre todos iguias!
- Vergonha? É isso que eu te faço passar?.. Bom saber.. – Ele olha o chão.
- Você parece que não se acha capaz de enfrentar seus problemas.. – Ela o aponta aproximando-se. – Abaixa a cabeça e pronto se fecha pro mundo!
- É por que não é você que passou pelo que eu passei! – Ele batia no peito com bravura. – É por que..
- Ótimo! Vai em frente! .. Fala pra policia, pro exercito, pra marinha! Pra quem você bem quiser mandar essa raça que te fez mal! .. Depois eu não quero nem saber das consequências... – Ela refazia seu caminho até o quarto.
- Por que você fala desse jeito, em? Como se não fosse nada o que eles fizeram comigo? – Tomás a olhava abismado.
- E por que você não entende que eu apenas quero te proteger! .. Você não sabe o tipo de gente que você vai se meter.. Será que é tão difícil deixar isso pra lá?! – O fino barulho, anunciava a chegada do pratico e-mail.
- Fique você sabendo que eu estou... – O aparelho é lançado próximo a ele sobre o sofá. – Oque foi isso? – Ele arregala os olhos.
- A prova de que a sua loucura surtiu efeito... – Ele inclinava-se afim de por finalmente o celular em suas mãos. – Meus parabéns pra você! Acabou de expor a banda pra todo mundo, com esse seu showzinho particular!.. – Completa pela raiva e cuspindo ‘fogo’, ela o deixa literalmente, sozinho.


- Não fui eu sozinho quem fez tudo aquilo.. – A porta do elevador logo se abria, fazendo assim os dois caminharem calmamente poucos metros a mais, até o tão sonhado e conquistado lar.
- Ele voltou ao normal como se de repente... – De mãos entrelaçadas pelo grande corredor em frente, eles andavam confusos em meio a seus pensamentos ainda distantes.
-.. Por que eu sinto que alguém por perto, nos protege? – A pergunta inesperada dele, parecia de um novo modo responder a dela.
- De um jeito estranho.. Eu também posso sentir essa sensação. – Grudada nele, Roberta para por instantes buscando seu rosto. – Eu sei que parece estranho.. Até por que.. Eu nunca senti algo nem parecido... Mais... É como poder estar sempre do seu lado, sabe?..  – Eles voltavam serenos a caminhada até a porta. - Me sinto a todo o momento, segura.
- Eu também tenho essa certeza. – Frente à porta, enquanto a encarava, ele procurava pelo bolso, a pequena chave dourada.
- Tá acontecendo tanta coisa estranha... Sensações estranhas.. – Ele a envolve com um dos braços. – Realmente parece que eu vivi por minutos um filme de terror.. – Ele dá passagem a ela, que entra em seguida.
- Desde que meu avô entrou na nossa vida.. Tudo parece que virou de cabeça pra baixo!... – A suíte mostrava-se cada vez mais próxima.
- Vamos combinar que foi completamente surreal ele hoje lá na Silvia... Segurando os bebes, sumindo do nada...
- Ele.. Com aquela maneira única de ser.. Já me deixou a par de assuntos que eu nunca um dia se quer imaginei saber.. - Sentado a beirada da cama, ele a observava atenta sobre a pia.
- Seu avô realmente sabe muito da vida.. Confesso que fico lisonjeada em ter de conviver com tanta experiência e sabedoria em uma só pessoa.. - Ela pressionava os brincos na forma de pequenas caveiras, recostada a pia.
- As vezes eu me pego perguntando.. O por que de não ter o conhecido antes.. - As malas recém chegadas afundavam-se em meio aos bagunçados lençois da cama.
- Vocês se conheceram na hora certa meu amor..
- ...Além dele ter o poder de virar meus pensamentos do lado do avesso com tantos ‘poreis’.. – Dentro do quarto, ele tirava a camisa. – Uma coisa aqui dentro de mim se destaca de um jeito que eu nem consigo explicar...
- E o que seria? – No banheiro, em frente ao espelho, Roberta lavava as mãos.
- Você acredita em anjos?

Continua...

10 comentários:

Anônimo disse...

não entende o que aconteceu com o irmão do diego?

moonlight disse...

posta mais por favor...
o irmão do Diego tava tendo um ataque de epilepsia é isso??

Anônimo disse...

++++++++++++++++++++++++++++++++++

Anônimo disse...

maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais *.*
Sophia

Anônimo disse...

pfpfpf mais

Anônimo disse...

amando a web
bjs da Duda

:) DANNY :) disse...

cap maravilhoso,bem explicado e amei esse suspense em torno do ataque do tomas e do leandro a e claro essas forças que fizeram o danilo ficar bem os anjos da guarda...ai eu amei o cap foi perfeito :)

Anônimo disse...

o q o irmao do diego teve? n consegue entender o q aconteceu com ele? pode me explicar por favor. pq elee quase morreu?

G.S MISSÃO I.M.A.G.I.N.A.Ç.Ã.O disse...

Claro meu anjo, uma mamadeira apareceu inesperadamente no quarto fazendo assim Roberta alimenta-lo... Sem experiencia, sem menos esperar o menino se afogou com o leite o impedindo de respirar.. Ela ficou muito nervosa ao ve-lo passar mal diante dos seus olhos e chamou Diego pra ajuda-la... Apos o avo de diego entrar na vida deles acabam por percebem que são completamentes rodeados por anjos da guarda que impede de que algo de mal aconteça a quem tanto eles amam..
Beijoo linda.

Anônimo disse...

obrigada meninas pela explicação, muito lindo essa ideia de anjos, ammei.
não vejo a hora da roberta engravidar, com certeza será lindo, ja que vcs sempre superam as minhas expectativas
bjs lindas.

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Florianópolis, Santa Catarina, Brazil
Bem vindos a Web Novela Roberta e Diego. Viaje junto com agente na historia desse grande amor. Escrita por Gabriela Medeiros & Stefane Barcelos.