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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Capitulo 44 - E-mail anônimo.

E o que amigos de verdade não fazem pra te ver bem? O que os verdadeiros deixam de lado simplesmente pra te ver sorrir por um instante que seja?
 Esses seres são iluminados, mais infelizmente não é toda hora que agente tem o prazer de encontra-los em qualquer esquina da vida... Eles são raros!..
 Como se fossem projetados pra nascer de cem em cem anos... E se a vida chegar a bater a sua porta, com esse belo presente em mãos... Deixa-a entrar!  Sendo assim ela pode te guiar através do caminho certo da árdua procura do ‘’anjo da guarda’’, deixa seu corpo livre, seu coração leve sem sombra de duvidas... Pois ter o privilegio de esbarrar com essa oportunidade, pode se ter certeza que és um vencedor, conquistastes um grande objetivo de um ser humano.
Acredite no destino, ele nunca se engana... E quando esse momento enfim chegar, nem se de ao trabalho de pensar duas vezes... De peito aberto o abrace, com toda força que puder... Você nunca mais vai está só... Do seu lado vai ter sempre alguém pra dividir seus momentos de dor e comemorar os de alegria...
-... Vem... Calma... Vai devagarinho... – Sussurrando, Carla leva Roberta arrastando ainda sonolenta pela frente.
-... Eu ainda to dormindo... – Ela dizia com os olhos quase se fechando. Com ajuda da amiga, elas se aproximavam cada vez mais da cama de Alice que custou a pegar no sono na noite anterior.
-... 1.. 2. 3... – Pé em pé cada uma se posicionou de um lado da cama. – ACORDAA BELA ADORMECIDA! – Elas falam em coro. Surpresa com as vozes animadas ao seu redor, Alice tira imediatamente a mascara que evitava a claridade bruta em seus olhos, rapidamente ela os arregala enquanto se apoiava sobre os cotovelos. Dani por sua vez já tinha feito seu trabalho e preparado o pedido das amigas, aprontando um belo café da manhã com tudo que a donzela mimada tinha direito.
- Roberta? Que milagre é esse? – Ela se apavora. – Como que você conseguiu Carlinha?
- Tenho os meus meios!
- Chantagem emocional isso sim! – Pegando a bandeja sobre a cômoda, Roberta se diz ‘’a menina sem coração’’. 
- Ah tá bom! Foi nada, ela quem deu a ideia! – O sorriso largo de orgulho que se forma em seus lábios é instantâneo, enfim Alice pensa ‘’Roberta não era um caso perdido em relação a sentimentos’’. 
- Tá, tá... – Ela se senta ao seu lado. – Eu admito que você mereça!
- Que lindo! – Alice se deslumbra. - Pra mim meninas?! Que coisa linda... Vocês realmente querem me fazer chorar assim tão cedo?
- Tão cedo?! A Dani ficou louca da vida por que agente pediu pra ela fazer café na hora do almoço! – Carla solta sua famosa gargalhada.
- A cara dela foi a melhor!
- Mais e ai não vai comer? – Roberta arruma os mínimos detalhes de repente voltando seu olhar pra amiga que a encara espantada. – Em Alice? Que foi?
- O Carla tem certeza que isso não é um holograma? – Enquanto fala ela a cutuca no braço. –... E tipo a Robs tá lá no quarto dela contando carneirinhos?
- Ei, também não sou nenhum mostro não!
- Eu sei que não... – A mão de Alice chega rapidamente até o rosto dela.
- Humm isso tá com uma cara ótima! – Carla se aproxima ‘roubando’ dois morangos da pequena tigela.
- É deu pra perceber, a Roberta não para de beber o meu suco!
- Claro se fica ai tagarelando em vez de comer!
- Daqui é meu! – Ela fala dengosa tentando pegar o copo da mão de Roberta que ria em meio a goladas.
- Para vocês duas, daqui a pouco agente faz a maior bagunça derramando tudo em cima da cama! – Carla as repreende.
- Ai não nos meus lençóis limpíssimos não! – Alice paralisa surtando de vez.
No mesmo instante, Roberta encara Carla com um olhar de dever cumprido.
O objetivo te tentar faze-la esquecer da situação que se encontrava havia dado certo. Por um minuto que seja ela voltou a ser o que sempre foi.
- Olha só as minhas meninas... Aqui comigo ao invés de estar com seus namora... – Após Roberta lançar um olhar que a fez recordar a situação atual de uma delas, Alice muda rapidamente as palavras deixando Carla cabisbaixa.
- Digo, deixando de estar com o Diego pra ficar aqui torrando sua paciência comigo, né Robs? Por que a Carlinha já é mais calma, né amiga?!
- É... Sou! – Ela suspira.
- Bom... Vale a pena fazer tudo isso só pra ver um sorriso brotar nesse seu lindo rosto... – Alice se espanta ficando de queixo caído.
- Oque foi que você disse? – Fingindo não ter escutado, ela rapidamente se faz de boba achando que a amiga realmente iria repetir.
- Banho! – Roberta se levanta saindo correndo na direção da porta.
- Eu primeiro! – Carla sai atrás da amiga pelo imenso corredor do segundo andar.
- Ei espera ai... – Ao terminar de falar nem adiantava mais, as duas já haviam sumido dentre os grandes cômodos da mansão. –... Acho que eu me esqueci de dizer, ao menos mais uma vez... Obrigada... – Ela sussurra serena fazendo uma pausa de mais alguns instantes. –... Por vocês existirem! – Ela pega a flor do vasinho, a beija e se delicia com os morangos que ainda restavam na pequena tigela. Deixando um pouco de lado a culpa que a corroía.

- Qual a parte 'Tomás volta aqui' ele não entendeu?!
- Aonde esse maluco se meteu... – Diego caminha ao lado de Pedro olhando ao redor da movimentada avenida. – Mais essa agora!
- Eu ainda não entendi que ‘mulher’ é essa que ele foi atrás!
- Nem eu sei direito quem é! – Em cada palavra dita, Diego prestava atenção em tudo ao redor deles.
- Vamos fazer o seguinte, você vai por esse lado que eu vou por esse... Caso acontecer alguma coisa no meio do caminho, agente se comunica pelo celular, pode ser? – Apertando firme a mão do amigo eles se olham nos olhos decididos.
- Ok, daqui a meia hora agente se encontra nesse mesmo lugar...  – E cada um vai para o devido lado.
Após vinte cinco exatos minutos de procura, Pedro se aproxima do local combinado com Diego, expressando no rosto a decepção. As pernas quase não respeitavam os comandos do seu cérebro, insistindo em formigar com um passo largo atrás do outro. Andando e exalando preocupação com o que tinha acontecido até então com o amigo inevitavelmente, ele esbarra em alguém fortemente.
- Opa! Desculpa eu nem vi que você ia atravessar... – A garota sorri imediatamente.
- Sua namorada tá bem?
- Como assim? Você conhece a Alice? – Ele a olha confuso e completamente assustado com a aparência calma com que ela invadia seus olhos. – Quem é você?
- Ela me disse que já escolheu os nomes e que tá chutando cada vez mais... – Pedro arregala os olhos movimentando a cabeça pra lá e pra cá não se conformando com as palavras vindas da moça. Como assim? Do que ela estava falando? Não podia ser... Ela não podia ter acreditado nisso de novo! – Tudo rodava, as pessoas eram duas, três ou até quatro num mesmo ser. Os carros se multiplicaram de uma forma inexplicável e a criatura ainda olhava a expressão do seu rosto em meia a gargalhadas.
- PEDRO! – A voz que de repente ecoa ali por perto faz tudo aquilo parar no mesmo instante e ele vira bruscamente pra trás.
- Que isso cara? Que cara é essa? – Diego se aproxima tocando logo seu ombro direito.
- Essa mulher... Ela... – Pedro volta seu olhar até o lugar onde ela deviria estar, bem na sua frente.
- Que mulher? Do que se tá falando?
- Ela tava bem aqui, me disse uma coisa estranha sobre a Alice... – As mãos suando frio vão parar em cima da cabeça. – Diz pra mim que você viu... Diz pra mim que eu não to ficando louco! – Ele o olha nervoso abrindo e fechando os punhos.
- Viu quem Pedro? Quando eu cheguei só tinha você aqui...
- Agente precisa voltar agora! As meninas estão correndo perigo! – Pedro voa na direção do carro estacionado. Diego nem pensa duas vezes, Roberta vem em seus pensamentos no mesmo segundo, mais o sumiço do amigo também o deixava desesperado.
- Mais e o Tomás? E se realmente tiver acontecido alguma coisa com ele? – Diego vira a chave e o carro range o motor.
- Isso também tá me deixando louco... – Pedro puxa o cinto o envolvendo em sua cintura.
- Com as três seguras com agente, procuramos ele... – Diego arranca com o carro.

Depois do almoço, as três que continuam sentadas a mesa enfrentam o silencio que chega de repente. Cada uma olha perdida em um certo canto como se temessem ou até mesmo previssem algo de ruim acontecer a qualquer momento. Roberta batia os dedos na mesa impaciente, Carla roía as unhas que ainda restavam e Alice desembaraçava uma parte do cabelo que caia sobre seus ombros. Desenformando o coque que havia feito, Roberta levanta sem cerimonia com nenhuma delas esperando sua ação, causando lhe um susto inevitável.
- Chega! Eu to muito preocupada...
- Duas! – Carla diz ainda com a unha do polegar esquerdo entre os dentes.
- Tá agora fiquei tensa!
- Nenhuma ligação... Nenhuma ligação... – Roberta anda de um lado e outro com a voz tremula.
- Vamos tentar manter a calma... Ficar ner..
- Eu vou ligar pro Diego.. Agora! – Ela corre até a escada subindo como um furação. Em segundos Roberta já se encontra caminhando pelo corredor, revirando cada cômodo que passava em frente à procura de seu celular. Eram almofadas ao alto, papeis sobre o criado mudo flutuando pelos ares como penas e logo caindo ao chão. Ao fim de cada ato, nada de encontra-lo. 
Entrando em desespero ela chega a seu quarto resmungando. Olha de um lado, de outro, revira daqui, dali e arrancando tudo de cima da escrivaninha que ela avista o aparelho sobre a própria intacto.
- Até que enfim, achei! – Ao lado seu notebook a surpreende. Um aviso inesperado informando que um novo e-mail acaba de chegar à deixa encabulada.
Sem rodeios e com a curiosidade invadindo seu peito, Roberta de uma forma desajeitada e completamente descontrolada senta na cadeira que a deixa de frente a tela.  Cara a cara com o mistério seu cenho franze tão logo quanto uma das mãos que vão parar sobre sua boca. Uma expressão assustadora pede passagem tomando conta de toda sua face rapidamente. As palavras a fazem apertar as vistas. O remetente? Anônimo.
- Ai meu Deus...

Continua...

1 comentários:

bianca rodrigues disse...

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Florianópolis, Santa Catarina, Brazil
Bem vindos a Web Novela Roberta e Diego. Viaje junto com agente na historia desse grande amor. Escrita por Gabriela Medeiros & Stefane Barcelos.